Cátia Horsts e Jaciara Pinheiro. Fundadoras da RHOPEN Consultoria

Cátia Horsts e Jaciara Pinheiro debatem o empreendedorismo feminino

Em comemoração ao Dia do Empreendedorismo Feminino, celebrado no último dia 19, Cátia Horsts e Jaciara Pinheiro, fundadoras da RHOPEN Consultoria, realizaram trasmissão online para debater os desafios e demonstrar soluções para empreender com sucesso.

O evento aconteceu no dia 22 de novembro e reuniu mulheres empreendedoras de várias partes do país.

O encontro foi conduzido e mediado por Sandra Freitas, jornalista há 30 anos e apresentadora da Record News do Espírito Santo. Na abertura, ela parabenizou as participantes. “Vocês estarem aqui mostra que são mulheres de atitude, que decidiram participar porque sabem da importância de aprender, e a melhor forma de aprendizado é se conectar com a história de outras mulheres empreendedoras”, ressaltou.

Os desafios do empreendedorismo feminino

Cátia Horsts participou do encontro direto de Recife. “A gente vem de famílias humildes, mas com veia empreendedora. Até que chegou um momento de muita dor que eu não imaginava. Precisei pedir demissão e percebi que nunca tinha me preparado para o mercado de trabalho, não sabia fazer nem um currículo. Foi aí que uma coach em comum com a Jaciara disse que eu precisava fazer um processo de recolocação. Passaram três dias e ela disse: ‘Encontrei sua sócia’. Com menos de seis meses já estávamos com empresa aberta e dois clientes”.

Segundo ela, o grande desafio no início era empreender em sociedade e conviver com personalidades diferentes. Jaciara, que participou do encontro diretamente dos Estados Unidos, reforçou o aprendizado absorvido com as dificuldades do início. “A gente tinha tudo para dar errado. Nós não nos conhecíamos. Mas deu certo porque sabíamos o que a queríamos e o que não queríamos”.

Esse tema foi o ponto de partida do encontro, que debateu as dificuldades no empreendorismo em sociedade. “É preciso entender porque esses sócios estão juntos. No nosso caso, fizemos um acordo para falar o que pensávamos sem medo de magoar, exatamente igual a um casamento, pois sem diálogo há conflitos”, explicou Jaciara.

Elas também deram dicas sobre como gerenciar um negócio na fase inicial. “Um conselho para empreender é entender que aquele dinheiro é seu, mas ao mesmo tempo não é. Você precisa dele, mas ele é da empresa. Assim como uma criança, é preciso de tempo para alcançar a maturação. Se você provoca uma criança a andar antes do tempo, você machuca ela. A mesma coisa acontece com a empresa. Se você força o negócio antes do tempo, você sangra e não dá certo”, aconselhou Jaciara.

Como contornar as dificuldades

A diretora técnica da RHOPEN reconheceu que os primeiros anos de empreendorismo não são fáceis. Para ela, o início é um momento de grandes desafios, em que é preciso ouvir muitos ‘nãos’ e ver muita gente duvidando da sua capacidade. “A grande questão é: ‘por que empreender?’. Se você conseguir ouvir essa resposta dentro de você, conseguirá criar os mecanismos para conseguir dar conta desses percalços”.

Jaciara também relatou que, mesmo após anos de trabalho e de sucesso, há momentos difíceis. “Há a necessidade de tomar decisões ruins em prol do negócio, como desligar colaboradores, contratar pessoas que ganham muito mais do que nós ou decidir por não receber salário para manter a estabilidade da empresa. Quando você é dono do negócio você tem que fazer tudo para em prol do seu patrimônio”, contou.

Cátia reforçou o pensamento da sócia. “São tantas coisas para dar conta que você não pode desperdiçar energia com coisas ruins. É preciso se preocupar com aquilo que é benéfico para a empresa”, aconselhou.

Quando empreender?

Jaciara afirmou que é necessário entender que cada pessoa tem o seu tempo para empreender. “Eu tenho uma preocupação enorme quando as pessoas ficam insistindo em ‘empreender, empreender, empreender’. É preciso saber se é o seu momento, se você tem condições para isso. Se prepare, se organize financeiramente, pois todo processo tem dificuldades. Quanto menos planejamento, mais desafiador vai ser”, recomendou.

Durante o evento, as empreendedoras também falaram sobre a importância da independência financeira da mulher. “Historicamente, as mulheres já nascem com o estigma de que precisam se dedicar à casa ou de que o homem ganha dinheiro enquanto a mulher gasta. Precisamos mudar isso. Nunca dependam de ninguém, independentemente da relação que vocês tenham”, aconselhou Cátia.

Participação das convidadas

 

Além do público geral, estavam entre as espectadoras do evento funcionárias da RHOPEN, franqueadas e empreendedoras de várias partes do país. Junto a Cátia, no Recife, estavam presentes algumas empreendedoras convidadas, como Jessyca Lays, da Doceria Afetiva; Priscila Miranda, da Bela Rosa Closet; e Jacqueline Moura, CEO da unidade RHOPEN no Recife.

“A história de Cátia e Jaciara é de muita superação. Vieram de origem simples e tiveram que superar muitos desafios para chegarem ao sucesso que a RHOPEN é hoje”, disse Jacqueline.

Após a conversa com Jaciara e Cátia, a mediadora Sandra Freitas ampliou o debate e abriu espaço para a participação das convidadas. Midyan Raquel, do Maranhão, comentou a relação com sua sócia. “É preciso que nossos valores pessoais estejam consonantes com o valor da outra pessoa. Concordo com o que a Cátia trouxe sobre transparência e ter abertura para falar sobre problemas com a outra pessoa. Transparência acima de tudo nos leva a lugares muito longes”, afirmou.

Jessyca Lays, do Recife, também avaliou a relação com os sócios no seu empreendimento. “Há um ano fiz uma fusão com mais três sócias. Não é fácil, mas é um complemento, pois hoje eu tenho um horizonte maior. Eu me sentia sufocada, pois não estava conseguindo executar com perfeição o meu trabalho, pelo qual sou apaixonada, porque tinha que dar atenção a outros segmentos do negócio. Essa ampliação foi necessária”, relatou.

Ao final do evento, Cátia aconselhou as participantes a criar uma rede de ajuda entre mulheres empreendedoras. “Se conecte com mulheres, ajude outra mulher e peça ajuda a outra mulher. A gente pode criar uma rede de auxílio que pode ser maravilhosa, tendo mulheres se ajudando, contratando o serviço umas das outras. E isso pode ser feito em qualquer lugar, seja nas igrejas, entre amigas, na família, basta se abrir sem vergonha de ser feliz”, finalizou.

(Informações: Assessoria de Imprensa RHOPEN Recife)

 

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