pessoas em torno de uma mesa representando a reunião de um cvonselho consultivo

Qual o papel da Governança Corporativa nas empresas?

As incertezas atuais despertaram no mundo empresarial um novo olhar sob a gestão estratégica, identificando na Governança Corporativa sua principal aliada para sobreviver e se perpetuar num mundo volátil. Afinal, o mundo moderno exige agilidade para se adaptar, habilidade para avaliar novos cenários.

Em um contexto global de aceleração tecnológica, transformações culturais, quebras de paradigmas, mudanças climáticas, incertezas políticas e guerras, o planejamento estratégico precisa ser revisto continuamente. As empresas devem ter disposição para desenvolver novas habilidades e captar novos mindsets.

Saiba mais detalhes sobre o papel da Governança nesse contexto, sua importância e quais suas melhores práticas. Vamos lá!

O que é Governança Corporativa

A Governança Corporativa aparece nas empresas como um sistema de gerenciamento de projetos e processos que visam garantir a sustentabilidade do negócio. A GC é sustentada por 4 princípios.

1. Transparência

A Governança intermedeia processos e projetos, compartilhando as informações positivas e negativas. O objetivo é criar um ambiente confiável para os envolvidos com o negócio, desde os colaboradores, até stakeholders.

2. Equidade

O trabalho da Governança assegura que os processos de tomada de decisão, como o planejamento estratégico, considera os impactos em todas as partes. Isso evita que um grupo seja beneficiado em detrimento de outro.

3. Prestação de contas

Além de divulgar o que a empresa está fazendo e trazer segurança para todas as partes envolvidas, a Governança também revela as consequências das ações realizadas.

4. Responsabilidade Corporativa

Toda empresa tem responsabilidades diante da sociedade. A responsabilidade corporativa é o pilar que considera os impactos ambientais, sociais e econômicos das suas atividades.

Importância da Governança Corporativa nas empresas

O conjunto de normas, processos e práticas aplicados pela Governança Corporativa possibilita que a empresa cresça de forma ordenada, segura e sustentável. Com as operações equilibradas, a gestão dos negócios evolui em vários aspectos. Como, por exemplo:

  • a imagem melhora perante o mercado;
  • os talentos sentem segurança em abraçar as oportunidades e projetam o futuro da sua carreira com o mesmo empregador;
  • há segurança no tratamento das informações, na conformidade com políticas internas e com a legislação;
  • os investidores são atraídos pelo equilíbrio e estabilidade de um gerenciamento de riscos mais eficiente.

Melhores práticas de Governança Corporativa

Baseado nos pilares da Governança Corporativas e nos benefícios que ela traz para os negócios, confira as principais práticas envolvidas nesse sistema.

Gerenciar os riscos

Toda operação, projeto ou processo da empresa deve avaliar os riscos que pode trazer ao negócio. Essa atitude deve ser usada nos processos de tomada de decisão e no desenvolvimento de políticas internas que norteiam as ações da melhor forma.

Além disso, deve haver uma análise periódica dos procedimentos habituais do negócio. Os riscos mudam à medida que o mercado muda e a empresa se desenvolve, por isso, a avaliação deve ser constante.

Fazer auditorias internas

Práticas contábeis também devem passar por análises periódicas. O objetivo é manter o controle da saúde financeira, identificando problemas, fraudes, bem como aplicar as melhores práticas para contas a pagar e receber.

Aprimorar a responsabilidade

Como falamos anteriormente, toda empresa tem responsabilidades socioambientais. Por isso, é importante aprimorar suas ações, adotando práticas sustentáveis. Desde o básico, como a gestão de resíduos, até a conformidade com a LGPD, garantindo a proteção de dados da organização e todos os seus envolvidos.

Atuação da Governança Corporativa na RHOPEN

Com o propósito de adaptar-se ao novo cenário, o Grupo RHOPEN constituiu no início de 2022 um Conselho Consultivo, formado por executivos multidisciplinares e referências em suas áreas da gestão.

Formou-se então um fórum qualificado para a discussão de temas relevantes e orientados para o direcionamento estratégico dos negócios, análise de oportunidades, identificação de riscos, compliance e a construção de uma agenda ESG, entre outros temas importantes.

A RHOPEN foi reconhecida pelo Anuário do IEL como Melhor Empresa e Melhor Empresa Capixaba por seus indicadores financeiros. Durante o exercício de 2021, a consultoria faturou R$24 milhões e atingiu o índice de 80,97% na pontuação do anuário.

Criar um Conselho Consultivo é um movimento para sustentar o crescimento do grupo, manter o bom desempenho e elevar ainda mais a qualidade dos serviços por meio das melhores práticas de Governança Corporativa.

Mas o que é a Governança Corporativa e o Conselho Consultivo? Para tratar do tema, convidamos o Conselheiro de Empresas e Presidente do Conselho Consultivo do Grupo RHOPEN, Fábio Ricardo Geremias.

Fabio, temos visto a valorização do tema Governança Corporativa. Afinal, do que estamos tratando?

Segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), “governança corporativa é o sistema pelo qual as empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre sócios, conselho de administração, diretoria, órgãos de fiscalização e controle e demais partes interessadas.” O Conselho é o principal órgão do sistema de governança.

Ainda, segundo o IBGC, “Os agentes de governança têm papel relevante no fortalecimento e na disseminação do propósito, dos princípios e dos valores da organização. A liderança e o comprometimento dos administradores e demais executivos são fatores determinantes para a formação de um ambiente ético.”

Em síntese, trata-se de um sistema harmônico, sistemático, coordenado e integrado o qual os vários agentes da governança (sócios, conselho e conselheiros, comitês, compliance, auditorias interna e independente e o conselho fiscal) atuam exercendo vários papéis, conforme acima descrito.

O papel do RH na prevenção de fraude e má conduta nas organizações

Há diferentes tipos de conselhos. Poderia explicar a diferença entre um Conselho Consultivo e um Conselho de Administração?

Podemos definir o conselho consultivo como “a porta de entrada”, o início da jornada da governança para a maioria das empresas, particularmente para as de pequeno e médio portes. Funciona como um órgão consultivo e de apoio às decisões dos sócios.

Os Conselheiros Consultivos não sócios não integram a administração e não possuem mandato, portanto não deliberam. Desta forma, não possuem deveres fiduciários, de diligência e de lealdade previstos em lei e que são próprios dos conselheiros de administração.

O conselho de administração é o órgão colegiado encarregado do processo de decisão de uma organização em relação ao seu direcionamento estratégico e orientado para a longevidade e a perpetuação da organização, responsável pela fiscalização e elo entre os sócios e diretores.

Ainda, exerce o papel de guardião dos princípios, valores, objeto social e do sistema de governança da organização, sendo seu principal componente parte integrante da administração. Possuem deveres fiduciários, de diligência e de lealdade para com a organização e prestam contas aos sócios nas assembleias. As deliberações são sempre colegiadas.

O Grupo RHOPEN iniciou a jornada da governança em março/2022, quando constituiu o Conselho Consultivo. Qual a sua avaliação sobre esta decisão? E quais os impactos positivos que você observa na gestão?

Desde a sua fundação, as empresas do Grupo RHOPEN adotam as melhores práticas em gestão, integradas à sua cultura e DNA. Planejamento, excelência em todas as entregas e adoção das melhores práticas em gestão é uma característica acentuada no perfil das sócias e fundadoras.

Devido ao elevado nível de competência e a diversidade de conhecimentos dos membros do Conselho Consultivo, a curva de aprendizado tem sido muito acelerada, possibilitando desde o início a construção de uma boa dinâmica das reuniões com a produção de recomendações relevantes e úteis que tem contribuído significativamente para o direcionamento estratégico das decisões.

Quais os principais obstáculos na jornada do Conselho Consultivo?

Há inúmeros desafios que são identificados na jornada de um Conselho e que afetam a curva de aprendizado, a qualidade das deliberações e a dinâmica das reuniões. Destacarei 04 situações como exemplo:

  • falta de compreensão pelo executivo recém-chegado ao Conselho sobre o papel do conselheiro;
  • vieses inconscientes que interferem no processo decisório;
  • desconhecimento da matéria a ser discutida ou falta de leitura prévia dos documentos relativos à pauta;
  • vaidade, falta de empatia, respeito e solidariedade com os demais membros do Conselho.

Todas as informações abordadas neste artigo nos levam a concluir que a Governança Corporativa é o coração das empresas. Suas práticas orientam e apoiam todos os projetos do negócio e as atividades dos departamentos por igual.

Isso é importante não só para o futuro da empresa, mas também para os setores administrativos. É uma forma de garantir que seus processos sejam validados segundo os resultados que podem proporcionar e que sejam seguidos por todos os envolvidos na execução.

Baseado nesses princípios, a Rhopen está disposta a ser um ponto de apoio importante na gestão transparente e sustentável de pessoas. Entre em contato conosco, conheça nossos serviços e como podemos ajudar.

Fabio Ricardo Geremias é Conselheiro de Administração certificado pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa – IBGC, presidente do conselho consultivo das empresas do Grupo RHOPEN, Diretor de Controladoria e Membro do Conselho Consultivo do Grupo Pretti – Soluções em Transportes, Diretor de Administração e Finanças da Associação Hub de Gente. Bacharel em ciências contábeis, Especialista em finanças, controladoria, gestão empresarial, inteligência empresarial, direito tributário e projetos pela FGV/RJ, direito societário pelo IBMEC/RJ e governança, riscos e compliance pela FDV/ES. Membro efetivo do IBEF/ES.

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