2 de junho de 2025

Desvendando as gerações no trabalho: o que realmente importa para X, Y, Z e Alpha?

gerações no trabalho

Você já se perguntou se os estereótipos sobre as diferentes gerações no ambiente de trabalho são realmente verdade? Uma pesquisa recente do Grupo RHOPEN trouxe dados surpreendentes que podem mudar a sua perspectiva sobre o que as Gerações X, Y, Z e Alpha realmente buscam em suas carreiras.  

Se você é um gestor, líder ou apenas tem curiosidade sobre o futuro do trabalho, continue lendo! 

Benefícios, salário e estabilidade: a prioridade compartilhada 

Ao contrário do que muitos pensam, o estudo “Diversidade Geracional e Valores no Trabalho”, que ouviu 910 pessoas no último trimestre de 2024, revelou que as quatro gerações mais jovens (X, Y, Z e Alpha) compartilham uma prioridade em comum: o valor instrumental.  

Isso significa que benefícios, salário e segurança no emprego são as recompensas tangíveis e práticas que mais pesam na decisão desses profissionais. 

Essa descoberta desmistifica a ideia de que cada geração tem anseios radicalmente diferentes. Na verdade, o que se interpreta como “choque geracional” pode ser mais uma questão de estágio de vida e experiências socioculturais do que de valores essenciais. 

Onde os Baby Boomers se diferenciam 

Enquanto a maioria busca recompensas instrumentais, os Baby Boomers (nascidos entre 1946 e 1964) mostram uma preferência pelo valor cognitivo. Para eles, desafios, liberdade, autonomia e a realização de tarefas interessantes e variadas são mais importantes. 

Outro ponto de convergência notável entre a maioria das gerações é o baixo interesse pelo prestígio, ou seja, pela importância atribuída à influência, autoridade e reconhecimento no ambiente de trabalho. 

A visão das lideranças de RH: um contraste tevelador 

A pesquisa também apontou uma desconexão entre a percepção das lideranças de RH e a realidade dos profissionais. Para os 294 líderes entrevistados, a prioridade dos valores instrumentais seria mais relevante apenas para as gerações Baby Boomer, X e Y.  

Eles acreditavam que a Geração Z valoriza mais o aspecto cognitivo e a Geração Alpha, o valor social altruísta (bom ambiente de trabalho e relações interpessoais). 

Essa diferença sugere que as lideranças de RH podem estar projetando ideais pré-concebidos sobre o que cada geração “deveria” buscar, em vez de se basear em dados concretos. 

Como equilibrar as expectativas e promover a convivência intergeracional

Para a coordenadora da pesquisa, Kátia Vasconcelos, diretora de Pesquisa & Desenvolvimento e de RH do Grupo RHOPEN, a gestão eficaz da diversidade geracional não deve se pautar por estereótipos.  

É fundamental incentivar a escuta ativa, a comunicação e a cooperação intergeracional”, disse Vasconcelos. 

Algumas estratégias para as organizações equilibrarem as expectativas e aproveitarem o potencial de cada geração incluem: 

  • Troca como prática: Inserir a escuta entre as gerações no dia a dia da empresa. 
  • Políticas que respeitam o tempo de cada pessoa: Revisar benefícios, jornadas, oportunidades e critérios de reconhecimento. 
  • Menos rótulos, mais dados e escuta: Evitar suposições baseadas em estereótipos. 
  • Promover o encontro e a convivência intergeracional: Criar ambientes e oportunidades para que as diferentes gerações interajam. 
  • Valorizar as tradições e as inovações: Reconhecer que toda geração tem algo a ensinar e a aprender. 
  • Cultura de respeito às diferentes formas de trabalhar: Entender que existem múltiplas maneiras válidas de se comunicar, aprender e produzir valor. 

Quem são as 5 gerações no mercado de trabalho hoje? 

Cinco gerações coexistem no mercado de trabalho pela primeira vez na história, trazendo tanto desafios quanto oportunidades: 

  • BABY BOOMERS: Nascidos entre 1946 e 1964 (78 a 60 anos). 
  • GERAÇÃO X: Nascidos entre 1965 e 1980 (59 a 44 anos). 
  • GERAÇÃO Y: Nascidos entre 1981 e 1994 (43 a 30 anos). 
  • GERAÇÃO Z: Nascidos entre 1995 e 2006 (29 a 18 anos). 
  • GERAÇÃO ALPHA: Nascidos entre 2007 e 2010 (17 a 14 anos). 

Compreender essas nuances e ir além dos estereótipos é crucial para construir ambientes de trabalho mais produtivos e harmoniosos. Quer se aprofundar nos dados e entender como essa pesquisa pode impactar a sua organização? 

Você pode acessar o conteúdo completo da pesquisa e baixar os dois e-books com os resultados detalhados aqui. 

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